O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, recebeu alta hospitalar na tarde desta segunda-feira (4), em Brasília, depois de passar por uma cirurgia para reparar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. O procedimento foi realizado no hospital DF Star, onde o paciente estava internado desde a última sexta-feira (1º).
De acordo com boletim divulgado pela unidade de saúde, a operação consistiu em um reparo artroscópico da estrutura comprometida e transcorreu sem intercorrências. A equipe médica informou que o ex-chefe do Executivo apresentou “boa evolução clínica” durante o período de recuperação no hospital, o que permitiu a liberação para continuar o acompanhamento em casa.
A nota oficial é assinada por cinco profissionais que acompanharam o caso: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago; o cirurgião-geral Claudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; além do diretor-geral do DF Star, Alisson Borges.
Aval judicial para o procedimento
Para que a cirurgia ocorresse, foi necessária autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado liberou o procedimento após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, medida determinada por Moraes depois de uma internação do ex-mandatário por pneumonia bacteriana.
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Apesar da condenação, ele segue em regime domiciliar por razões médicas, com autorização para deslocamentos exclusivamente relacionados a tratamentos de saúde.
Próximos passos da recuperação
Segundo os especialistas que assinaram o comunicado, a alta marca o início da fase domiciliar do pós-operatório, que inclui sessões de fisioterapia e monitoramento periódico para avaliar a cicatrização. Não foram divulgados prazos para o retorno completo das atividades rotineiras, mas a equipe reforçou que o sucesso da terapia depende do cumprimento das orientações clínicas.
Com a liberação médica, Bolsonaro deixa o DF Star pouco mais de 72 horas após a admissão. O hospital não informou se novas internações estão previstas, limitando-se a afirmar que qualquer eventualidade será comunicada às autoridades responsáveis pela custódia do ex-presidente.
Com informações de Agência Brasil