A deputada federal Yandra Moura (União), afirmou ao Portal Radio Mega, nesta quinta-feira, 12, ser favorável ao fim da escala 6×1, que deve entrar em debate na Câmara dos Deputados nas próximas semanas. O anúncio da discussão foi feita pelo presidente da Casa Legislativa, Hugo Mota (Republicanos), na segunda-feira, 9.
‘Quando a pauta ser apresentada no plenário da Câmara vou manter meu posicionamento por considerar que é essencial que o trabalhador merece ter um tempo maior de descanso e passar mais tempo com sua família. Alguns segmentos possuem jornadas de trabalho longas, o que dificulta no convívio familiar”, disse à deputada federal.
Ao encaminhar a proposta de fim da escala 6×1 para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Hugo Mota, afirmou que pretende ouvir todos os setores na busca da elaboração de uma proposta o mais justa possível.
“Decidi colocar em pauta a discussão sobre a PEC 6×1, uma demanda antiga da classe trabalhadora que almeja a redução da jornada de trabalho”, afirmou Motta.
O fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026. Na abertura do ano legislativo, em 2 de fevereiro, o Palácio do Planalto definiu a proposta como uma das prioridades do governo no Congresso Nacional.
Ainda ao Portal Radio Mega, a deputada destacou os sete novos projetos de lei com foco em educação, trabalho, juventude, mobilidade urbana e proteção social protocolados na retomada dos trabalhos legislativos de 2026. Entre as iniciativas está a criação dos programas Assistente Social na Escola e Psicólogo na Escola, que garantem a presença desses profissionais na rede pública de educação básica, com foco no combate à evasão escolar, no enfrentamento da vulnerabilidade social e na promoção da saúde mental.
“A escola precisa estar preparada para acolher e proteger, não apenas para ensinar conteúdos”, afirma a deputada. Outro projeto altera a CLT para assegurar o direito à desconexão do trabalho, proibindo cobranças fora da jornada e protegendo o descanso do trabalhador. “Tecnologia não pode significar disponibilidade permanente”, diz Yandra Moura.
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