O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar, nesta sexta-feira (8), sobre a reunião bilateral mantida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, na quinta-feira (7). Ao participar de cerimônia que oficializou a renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados, Lula relatou ter dito ao norte-americano que o Brasil está disposto a discutir qualquer tema de interesse comum.
“Foi com essa franqueza que eu conversei com o presidente Trump. Quer discutir big techs? Vamos discutir big techs. Quer discutir as suas plataformas? Vamos discutir. Quer tratar de crime organizado? A Polícia Federal está pronta para atuar aqui e lá fora. Não há assunto proibido”, declarou.
Idade como fator de urgência
No discurso, Lula lembrou que ambos têm 80 anos e usou a própria idade para defender que decisões sejam tomadas rapidamente. “Somos dois homens de 80 anos. A natureza é implacável, teoricamente temos menos tempo pela frente. Precisamos saber o que queremos fazer”, afirmou. Em seguida, resumiu o recado que, segundo ele, passou a Trump: “Ninguém respeita quem não se respeita. Ninguém respeita lambe-botas”.
Meta de 30 dias para solução tarifária
O presidente reforçou a orientação dada aos ministros dos dois governos para que, em até 30 dias, seja apresentada uma proposta capaz de encerrar o impasse sobre tarifas de exportação brasileiras e uma investigação comercial iniciada pelos Estados Unidos no ano passado. “Determinei que nossas equipes fechem um acordo nesse prazo”, destacou.
Abertura a parceiros internacionais
Lula reiterou a posição de manter o Brasil aberto a negócios com qualquer país, desde que a soberania nacional seja preservada. “Não temos veto aos EUA, à China, à Rússia, à França, ao México ou à Alemanha. Quem quiser negociar com o Brasil, estará diante de um país de braços abertos para comprar, vender, receber e compartilhar tecnologia”, declarou.

Manifestação de Trump
Após o encontro na Casa Branca, Trump publicou mensagem nas redes sociais afirmando ter discutido “muitos tópicos” com o presidente brasileiro, entre eles comércio e tarifas, e chamou Lula de “um presidente muito dinâmico”.
O diálogo entre os dois mandatários ocorreu em meio a esforços para destravar pendências tarifárias e ampliar a cooperação em áreas como economia digital e combate ao crime transnacional.
Com informações de Agência Brasil