Equipes da Defesa Civil Nacional foram deslocadas nesta sexta-feira (1º) para Pernambuco a fim de reforçar o socorro às áreas afetadas pelas chuvas que atingem o estado desde ontem (30). A operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de conversas com autoridades locais e coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O titular da pasta, Waldez Góes, manteve contato telefônico com a governadora Raquel Lyra e com o prefeito do Recife, Vitor Marques, para orientar sobre os procedimentos necessários ao reconhecimento sumário da situação de emergência. Segundo o ministro, a determinação presidencial é “garantir socorro e assistência imediata do governo federal”. Góes também conversou com o senador Humberto Costa e com o ex-prefeito do Recife, João Campos, a fim de alinhar as ações conjuntas.
Com a chegada das equipes federais, será realizada avaliação em campo em parceria com as defesas civis estadual e municipais, além do monitoramento de rios e áreas de risco. A prioridade, segundo o MIDR, é reduzir os impactos dos temporais, que já deixaram pelo menos duas pessoas mortas na capital pernambucana, conforme informou o prefeito Vitor Marques.
Alerta em sete municípios pernambucanos
Boletim divulgado às 12h desta sexta-feira pela Defesa Civil de Pernambuco aponta sete municípios em alerta por causa do elevado acumulado de chuva em 24 horas. Goiana registrou 181 milímetros, seguida de Abreu e Lima (144,8 mm), Paulista (142,9 mm), Igarassu (140,5 mm), Condado (129,6 mm), Itaquitinga (120,8 mm) e Itambé (117,6 mm). Na capital, vários pontos ficaram alagados. Técnicos estaduais acompanham a elevação do nível dos rios na Mata Norte, com risco de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos de terra.
Paraíba sob alerta laranja
Além de Pernambuco, o governo federal confirmou apoio emergencial à Paraíba, que também enfrenta chuvas intensas. Parte do território paraibano está sob alerta laranja, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, indicando possibilidade de precipitação entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos fortes, alagamentos, queda de árvores e cortes no fornecimento de energia.

Entre as cidades em situação de risco estão João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Guarabira, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. As equipes federais e estaduais monitoram as condições climáticas e podem adotar novas medidas caso o volume de chuva aumente.
O envio de pessoal capacitado e o reconhecimento acelerado da emergência permitem a liberação de recursos para ações de socorro, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais nos dois estados.
Com informações de Agência Brasil