O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, comentou nesta segunda-feira, 16, a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo de que o escritório de advocacia Barci de Moraes pretende acioná-lo judicialmente por calúnia e difamação.
O escritório tem como sócia a advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A ação deve ser apresentada à Justiça de São Paulo e contesta declarações feitas por Vieira sobre uma possível “circulação de recursos” envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e familiares dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A declaração foi feita no domingo, 15, durante entrevista ao SBT News. Na ocasião, o senador afirmou ter informações sobre movimentações financeiras envolvendo familiares dos ministros, mas ponderou que não seria possível, naquele momento, classificá-las como ilícitas.
Após a repercussão, Alessandro Vieira publicou um vídeo em suas redes sociais, no qual classificou a iniciativa do escritório como uma tentativa de intimidação e negou ter feito as afirmações nos termos apresentados pela defesa.
“A afirmação deles é que eu teria dito em alguma entrevista que dinheiro do PCC circula pelas contas de familiares do ministro. Eu não falei isso. O que disse foi que a família do ministro, por meio do escritório de advocacia, recebeu recursos do Banco Master”, declarou.
A controvérsia ocorre em meio a informações de que o escritório teria firmado contrato no valor de de R$ 129 milhões com o Banco Master. O caso também envolve o empresário Daniel Vorcaro, preso no início de março, ligado à instituição financeira que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.