O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgou nesta segunda-feira, 25, o terceiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo revelou que sete municípios ultrapassaram o patamar de 4,0 no índice, parâmetro que classifica as localidades em situação de alto risco para proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
Municípios em maior alerta
As cidades com maior concentração de focos do vetor são Frei Paulo, que registrou índice de 10,1, seguida por Nossa Senhora da Glória (7,0), Areia Branca (5,6), Simão Dias (5,2), Itabaiana (4,9), Ribeirópolis (4,8) e Riachão do Dantas (4,7). De acordo com a metodologia do LIRAa, números entre 1,0 e 3,9 representam médio risco, enquanto valores entre 0 e 0,9 indicam situação satisfatória.
A mesma coleta de dados apontou ainda 48 municípios em faixa de médio risco e 19 em baixo risco. Apenas uma localidade não realizou o levantamento previsto para o período.
Ferramenta para ação imediata
A gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, destacou que o LIRAa funciona como instrumento de orientação para que cada prefeitura direcione esforços onde há maior necessidade. Segundo ela, o detalhamento permite planejar intervenções tanto no controle do vetor quanto na assistência aos moradores das áreas mais críticas.
Condições climáticas favorecem o mosquito
O levantamento ocorreu em meio a um cenário climático desfavorável ao controle do inseto. A temporada de chuvas em Sergipe começou antes do esperado e veio acompanhada de temperaturas elevadas. A combinação de umidade e calor acelera o ciclo de vida do Aedes aegypti, aumentando a quantidade de criadouros e, consequentemente, a possibilidade de transmissão das arboviroses.
Medidas de prevenção
Autoridades de saúde lembram que o mosquito utiliza qualquer recipiente com água parada para depositar ovos. A população deve vistoriar com frequência vasos de plantas, caixas d’água, calhas, pneus e outros objetos que possam acumular líquido. Como ação complementar, a SES disponibiliza carros fumacê para atingir exemplares adultos do vetor, mas reforça que a borrifação não substitui a eliminação de criadouros dentro dos domicílios.

Sinais de alerta e orientação médica
Pessoas infectadas podem apresentar febre, dores de cabeça e no corpo. Caso surjam outros sintomas específicos, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação profissional. A SES desaconselha automedicação com anti-inflamatórios ou compostos que contenham ácido acetilsalicílico, pois essas substâncias podem agravar complicações hemorrágicas associadas à dengue.
Com o diagnóstico das áreas de maior risco em mãos, o Estado e os 75 municípios sergipanos intensificam ações de visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas educativas, buscando reduzir o índice de infestação antes do próximo balanço do LIRAa, previsto para o segundo semestre.
Com informações de Saude.se.gov