O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese) decidiu manter a greve dos professores da rede estadual, mesmo após decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), divulgada no dia 9 de março, que determinou a suspensão imediata da paralisação e o retorno das aulas.
Na decisão, a Justiça apontou irregularidades no movimento, como a ausência de convocação específica de assembleia para deliberar sobre a greve, falta de plano de manutenção dos serviços essenciais e ausência de comprovação de esgotamento das negociações com o Governo do Estado. A liminar também estabelece que o sindicato deve suspender o movimento sob pena de multa diária de R$ 70 mil, limitada a R$ 600 mil.
Mesmo diante da decisão, a paralisação segue mantida. Segundo a vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe, Caroline Santos, o sindicato ainda não foi oficialmente notificado da determinação judicial.
“A gente ficou sabendo pela imprensa que houve uma nova decisão do Tribunal de Justiça, mas o sindicato ainda não foi notificado. Por conta disso, as atividades programadas dentro da greve estão mantidas”, afirmou.
A dirigente sindical também destacou que a mobilização da categoria continua enquanto os professores cobram diálogo e esclarecimentos sobre recursos destinados à educação. Segundo ela, o sindicato chegou a protocolar documentos no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE) solicitando auditoria nas contas da área.
“Protocolamos ofícios e documentos pedindo uma auditoria nas contas da educação para garantir transparência sobre a aplicação dos recursos”, explicou.
Por outro lado, o Governo do Estado reforçou o pedido para que os professores retornem às atividades. O porta-voz da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (Seduc), José Castilho, afirmou que as escolas da rede estadual seguem funcionando normalmente.
“As escolas estão abertas, o transporte escolar está funcionando e a merenda está sendo preparada. Esperamos que os professores retornem imediatamente às salas de aula”, declarou.
Segundo Castilho, cerca de 170 mil estudantes da rede estadual podem ser prejudicados caso a paralisação continue. Ele também reforçou que a Secretaria de Educação mantém o acompanhamento da situação nas unidades de ensino em todo o estado.
Foto: Sintese