O aumento dos casos de feminicídio em Sergipe acendeu um alerta e mobilizou diferentes setores da sociedade em torno de uma pauta urgente: salvar vidas. Em 2025, o estado registrou 15 casos. Em 2026, já são cinco ocorrências — três delas apenas no mês de março.
Diante desse cenário, representantes de instituições e da rede de proteção se reuniram para discutir medidas mais eficazes de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na prevenção, proteção e resposta rápida às denúncias.
A procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa, deputada Maisa Mitidieri, destacou que o desafio não está apenas na criação de novas ações, mas na integração do que já existe. Segundo ela, muitas iniciativas ainda acontecem de forma isolada, o que compromete os resultados.
“É preciso sair do discurso e garantir que as medidas realmente protejam as mulheres. Não basta incentivar a denúncia, é fundamental assegurar que, ao denunciar, a vítima esteja segura”, afirmou.
A primeira-dama e secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, reforçou que o momento exige união e ação imediata. “Já existem iniciativas importantes, mas precisamos ampliar o alcance e a efetividade. O foco é proteger, acolher e evitar que novos casos aconteçam”, pontuou.
Entre os principais desafios apontados estão a efetivação de leis já existentes, o fortalecimento da rede de apoio e o enfrentamento do machismo estrutural, ainda presente na sociedade e apontado como uma das raízes da violência de gênero.
A mobilização reforça um entendimento comum: combater o feminicídio exige ação coordenada, políticas eficazes e mudança cultural — com urgência.