O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, esteve na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, na terça-feira, 27 de janeiro, para participar de uma agenda dedicada ao desenvolvimento da arbitragem no país. O compromisso central foi o lançamento do primeiro modelo de profissionalização da arbitragem brasileira, iniciativa considerada um marco para a modernização do setor.
De acordo com o projeto apresentado pela CBF, 72 árbitros passarão a receber remuneração fixa, complementada por taxas variáveis e bônus atrelados ao desempenho. Embora os selecionados tenham de priorizar a carreira na arbitragem, não será exigida exclusividade absoluta, permitindo conciliarem outras atividades profissionais caso julguem necessário.
Além da solenidade de lançamento, Milton Dantas participou de reuniões internas sobre o tema e pôde conferir de perto as novas cabines do Árbitro de Vídeo (VAR), instaladas na confederação. O dirigente foi acompanhado pelo responsável pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem e vice-presidente da Federação Amapaense de Futebol, Raimundo Góes Netto, e pelo vice-presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Neto.
Segundo a CBF, o modelo foi elaborado a partir de discussões realizadas ao longo do último ano com representantes das federações estaduais, especialistas em arbitragem e membros do Departamento de Competições. A meta é elevar o nível técnico dos juízes e, consequentemente, fortalecer a credibilidade das competições nacionais.
Ao comentar a novidade, Milton Dantas destacou o papel do presidente da CBF, Samir Xaud, e dos integrantes do grupo de trabalho na construção do projeto. “Quero parabenizar a CBF pela iniciativa de começar a profissionalizar os árbitros do país. Uma mudança estrutural, profunda e necessária”, afirmou. O dirigente sergipano acrescentou que a FSF atuará em conjunto com as demais federações para implementar, nos âmbitos regionais, as diretrizes estabelecidas pela confederação.
As alterações propostas contemplam ainda programas regulares de capacitação, avaliações físicas e técnicas padronizadas e acompanhamento psicológico, medidas que buscam criar condições para que os árbitros se dediquem exclusivamente ao aprimoramento de suas habilidades. A previsão é de que a fase inicial do programa se estenda ao longo da temporada, com revisões periódicas e possível expansão do número de profissionais atendidos.
Com a participação de líderes de diferentes federações estaduais, o encontro no Rio de Janeiro reforçou o compromisso coletivo com a transparência e a evolução da arbitragem brasileira, que passa a contar, pela primeira vez, com um modelo de contratação mais estável e orientado por metas de performance.