A sucessão da Presidência da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) começa a sair dos bastidores e já é tratada como uma disputa delicada e de alto risco político. O debate envolve, principalmente, os nomes dos deputados Cristiano Cavalcante (União Brasil), Jorginho Araújo (PSD) e Marcelo Sobral (União Brasil), cada um ligado a diferentes forças dentro do atual cenário estadual.
Aliado do governador Fábio Mitidieri (PSD), Jorginho Araújo surge como o nome mais próximo do Palácio dos Despachos. Do outro lado, Marcelo Sobral aparece como opção ligada ao grupo do ex-deputado federal André Moura. No meio desse tabuleiro está Cristiano Cavalcante, líder do governo na Alese, apontado como uma possível terceira via para tentar equilibrar interesses e evitar um racha maior.
Em entrevista recente, Cristiano Cavalcante admitiu que tem, sim, o desejo de disputar a presidência da Casa, mas ponderou que o debate ainda é prematuro. Segundo ele, o foco agora é a eleição de 2026 e a construção de um consenso dentro do agrupamento político. “Primeiro é ganhar a eleição. Essa discussão só deve acontecer depois”, afirmou.
A antecipação do debate, no entanto, já gera incômodo entre aliados e analistas políticos, que avaliam que a exposição precoce pode despertar disputas internas e acirrar rivalidades antes do tempo. A avaliação é de que a corrida pela presidência da Alese promete ser intensa e pode ter reflexos diretos na eleição para deputado estadual no próximo ano.
Foto: Alese