A audiência de custódia do policial penal Thiago Soares, realizada na manhã desta quinta-feira (26), movimentou a 5ª Vara Criminal e expôs um clima de forte tensão entre defesa, Ministério Público e imprensa. A sessão, iniciada às 10h40, ocorreu sob sigilo absoluto.
Thiago chegou ao fórum com um curativo na cabeça, em silêncio e acompanhado por suas advogadas, que tentaram impedir registros de imagem. Mesmo sem falar com a imprensa, ele respondeu às perguntas da juíza Lívia Ribeiro durante a audiência.
Ao fim da sessão, a advogada Priscila Mendes disse que a defesa “vai se resguardar por critério processual, já que o processo segue em sigilo absoluto”, afirmando que todos os pedidos que consideraram necessários foram feitos.
Ela confirmou que Thiago será reconduzido ao sistema prisional e destacou que ele “respondeu a todas as perguntas”, mantendo a linha de colaboração dentro do que foi orientado. Priscila acrescentou que, “A priori, segue mantida a decisão já tornada pública”, reforçando que a defesa continuará acompanhando o caso “com respeito ao processo e à existência de uma vítima”, declarou.
A tentativa da defesa de pedir o retorno do acusado ao hospital, por questões de saúde, não encontrou respaldo no Ministério Público, que classificou a medida como desnecessária e defendeu que ele pode receber atendimento dentro do próprio sistema prisional. Questionada sobre o estado clínico do cliente, Priscila afirmou que Thiago “preferiu manter silêncio” e que ainda não possui “capacidade técnica para comentar avaliações médicas”.
Após a audiência, o policial penal deixou novamente o fórum em silêncio, protegido por advogadas, e foi reconduzido à unidade prisional, onde permanecerá enquanto o caso avança na esfera policial e judicial.