Um gato morreu após ter o corpo incendiado de forma deliberada no povoado Tabocas, zona rural de Itabaianinha, a cerca de 120 quilômetros de Aracaju. O crime ocorreu em 6 de janeiro, mas só veio a público na sexta-feira passada, 30, quando a vereadora e ativista da causa animal, Glaucia da ONG, formalizou denúncia e divulgou as imagens em redes sociais.
Câmeras de segurança instaladas nos fundos de uma residência registraram o momento em que o felino aparece correndo com o corpo em chamas até desaparecer atrás de uma cerca. Segundo a parlamentar, o animal não resistiu às queimaduras e morreu pouco depois. O material audiovisual foi encaminhado às autoridades para auxiliar na identificação dos responsáveis.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias do crime. Equipes da delegacia regional de Itabaianinha analisam o vídeo, coletam depoimentos de moradores da localidade e buscam eventuais testemunhas que possam indicar a autoria. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou motivação para a agressão.
A legislação federal (Lei nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020) prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem maltratar cães ou gatos, além de multa e proibição de guarda. A Delegacia de Itabaianinha destacou, em nota, que o enquadramento legal será definido após concluída a apuração dos fatos.
Moradores do povoado também usaram redes sociais para manifestar indignação e cobrar providências. Diversas publicações pedem que testemunhas colaborem com informações que levem aos responsáveis. Quem tiver dados sobre o caso pode procurar anonimamente a Polícia Civil por meio do Disque-Denúncia 181.
O inquérito segue em andamento, e novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.