A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 27, a Operação Fogo Amigo II, que tem como alvo um grupo suspeito de vender armas e munições de forma clandestina nos estados de Alagoas e Pernambuco. A ação levou ao afastamento cautelar de um policial militar de Sergipe das funções públicas.
Ao todo, os agentes federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Durante as diligências, foram recolhidas cerca de 700 armas de fogo e mais de 100 mil unidades de munição. Além do material bélico, a PF também determinou a suspensão das atividades de estabelecimentos comerciais apontados nas investigações como parte do esquema.
Segundo a corporação, os mandados foram executados simultaneamente em diferentes municípios de Alagoas e Pernambuco. A medida buscou coletar provas documentais e eletrônicas, além de impedir que o armamento continuasse circulando no mercado ilegal. Todo o material apreendido será encaminhado para perícia.
Um integrante da Polícia Militar de Sergipe foi afastado das funções por determinação judicial. De acordo com a investigação, o militar teria ligação com o grupo criminoso, que também mantinha ramificações na Bahia. A medida visa preservar a apuração e evitar interferências no processo.
A Operação Fogo Amigo II é uma etapa de um inquérito em curso que mapeia a rota de armamentos desviados para organizações criminosas na região Nordeste. A PF afirma que o objetivo é desarticular completamente a rede de abastecimento ilegal, reduzir a circulação de armas irregulares e responsabilizar todos os envolvidos.
Os nomes dos investigados e dos estabelecimentos alvos dos mandados não foram divulgados, pois o caso segue em sigilo judicial. Também não houve registro de prisões até o momento. As autoridades federais ressaltaram que novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das análises periciais e o cruzamento de dados obtidos nesta terça-feira.
Com o encerramento das buscas, todo o material recolhido será catalogado, e os investigados poderão responder por crimes como comércio ilegal de armas de fogo e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar dez anos de reclusão.