O Centro de Hemoterapia e Hematologia de Sergipe (Hemose) enfrenta uma queda acentuada no volume de doações de sangue e alerta para o risco de desabastecimento. Para manter os estoques em nível seguro, a unidade precisa receber, em média, 120 doações por dia. Atualmente, porém, o número coletado corresponde a cerca da metade do necessário.
A gerente de coleta do Hemose, Rozeli Dantas, atribui o problema a um conjunto de fatores. O principal deles, segundo ela, é o predomínio das doações de reposição. “Muitas vezes, a maioria das doações são dirigidas, ou seja, doadores que vão doar já com o nome de algum parente, amigo ou vizinho que esteja precisando. O que a gente precisa mudar é que esses mesmos doadores de reposição se tornem doadores voluntários”, explica.
Doenças sazonais também contribuem para afastar temporariamente possíveis candidatos. “Gripe, viroses, anemia ou uso de medicamentos”, enumera Rozeli. Baixo peso e tatuagens recentes são outros motivos que impedem a doação no momento da triagem.
A gerente aponta ainda a dificuldade de acesso ao hemocentro, especialmente para moradores do interior, e o impacto de períodos festivos. “Nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e junho há um declínio maior. As festas de fim de ano, férias escolares, carnaval e festas juninas fazem com que as pessoas deixem um pouco de lado a doação de sangue”, relata.
Com informações de F5 News