O interventor judicial Almeida Lima revelou, em entrevista ao Mega Jornal, o cenário de abandono administrativo que motivou a intervenção no Dorense Futebol Clube. Segundo ele, a agremiação estava há anos sem qualquer estrutura legal de funcionamento.
De acordo com Almeida Lima, o clube não possuía quadro de associados, nem conselhos deliberativo, consultivo ou fiscal, além de estar sem diretoria formalmente constituída. “O Dorense estava há séculos sem dirigente algum. Não tinha associados, nem conselho diretor, enfim, não tinha nada”, afirmou.
O interventor também destacou que, desde 2016, nenhuma eleição havia sido realizada no clube, agravando ainda mais a crise institucional. Para ele, a ausência de comando colocava em risco o futuro da entidade esportiva.
“Era uma vida completamente irregular e precisava estabelecer uma legalidade para que não ocorressem prejuízos maiores”, declarou.
Diante do cenário, a Justiça determinou a nomeação de um administrador provisório para reorganizar o clube e restabelecer a normalidade administrativa no Dorense Futebol Clube.