O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, por unanimidade, o registro da federação União Progressista, formada por União Brasil (União) e Progressistas (PP), durante sessão administrativa nesta quinta-feira (26). Com isso, o país passa a ter cinco federações partidárias oficialmente registradas.
A relatora, ministra Estela Aranha, afirmou que o pedido atendeu a todos os requisitos legais previstos na Lei dos Partidos Políticos e na Resolução nº 23.670/2021. Ela lembrou que, após o registro, os partidos passam a atuar como uma única agremiação por pelo menos quatro anos, prazo mínimo previsto em lei.
Além da nova União Progressista, já estão registradas as federações: Renovação Solidária, Brasil da Esperança, PSDB–Cidadania e PSOL–Rede.
As federações só podem disputar eleições se tiverem o estatuto aprovado seis meses antes do pleito, e quem deixar a união antes do prazo fica impedido de integrar nova federação, firmar coligações nas duas eleições seguintes e acessar recursos do Fundo Partidário.
Impacto direto em Sergipe
A decisão deve movimentar o cenário político sergipano. A federação une duas siglas com peso no estado:União Brasil, liderado pelo ex-deputado André Moura, que tem na bancada federal a deputada Yandra Moura e, até o momento, o deputado Rodrigo Valadares.
Progressistas, presidido no estado pelo senador Laércio Oliveira, e representado na Câmara Federal pelo deputado Thiago de Joaldo.
Força combinada na Assembleia Legislativa
Na Alese, o União Brasil possui três deputados: Cristiano Cavalcante, Marcelo Sobral, Kaká Santos e Luizão Dona Trampi. O Progressistas soma duas cadeiras: Neto Batalha e Luciano Pimentel.
Se a federação for formalmente consolidada também no estado, União e PP formarão um superbloco político, ampliando poder de articulação, tempo de propaganda e influência nas eleições de 2026 — e redesenhando alianças dentro e fora da Assembleia Legislativa.
O movimento é considerado um dos mais expressivos do ano no xadrez eleitoral sergipano.
Foto e informações: TSE