O corpo da empresária Flávia Barros, de 38 anos, chegou ao município de Paulo Afonso na madrugada desta segunda-feira (23). A recepção ocorreu no Ginásio de Esportes Luís Eduardo Magalhães, onde amigos e familiares aguardavam para prestar as últimas homenagens.
O velório começou às nove da manhã desta segunda-feira. Em seguida, após a cerimônia o corpo segue para o município sergipano de Canindé de São Francisco, onde será realizado o sepultamento.
Flávia morava em Paulo Afonso e era empresária no ramo de soluções financeiras, com atuação na quitação de dívidas. Ela também cursava o 4º período de Direito no Centro Universitário UniRios, instituição que lamentou a morte da estudante.

O crime ocorreu no domingo (22), em um hotel de Aracaju. Flávia foi encontrada morta a tiros. No local, também estava o companheiro dela, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, com ferimentos provocados por arma de fogo.
De acordo com a Polícia Militar de Sergipe, a principal suspeita é de que Tiago tenha cometido o feminicídio e, em seguida, tentado tirar a própria vida. Ele foi socorrido e segue em estado grave no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Repercussão
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Bahia informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria e repudiou qualquer tipo de violência contra a mulher. Representantes da pasta foram enviados a Aracaju para acompanhar o andamento da ocorrência.
A repercussão do caso também mobilizou lideranças políticas. A vereadora de Paulo Afonso, Evinha Oliveira, publicou um vídeo nas redes sociais em que lamenta a morte da empresária e se posiciona contra a violência de gênero.
Em pronunciamento emocionado, a parlamentar afirmou que conhecia Flávia, a quem chamava de “Flavinha”, e destacou características da vítima. Segundo ela, a empresária era conhecida pelo cuidado com as pessoas e pelo carinho com crianças.
“Hoje eu não falo só como vereadora. Eu falo como mulher, como mãe, e como alguém que perdeu alguém que tinha um carinho enorme”, declarou.
Evinha também manifestou indignação e classificou a morte como uma perda cruel, reforçando que a violência contra a mulher não pode ser tratada como algo comum.