O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira (10) a julgar o suplente de deputado federal Bosco Costa (PL-SE), acusado de envolvimento em um suposto esquema de cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bosco Costa teria solicitado R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para liberar cerca de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
A defesa do parlamentar afirma que não existem provas consistentes e sustenta que as suspeitas se baseiam em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas” por Bosco Costa. O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin e analisado por uma das turmas do STF, que inclui também os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
O julgamento segue ao longo do dia, com novas sessões previstas para a tarde desta terça-feira e para a manhã de quarta-feira (11), quando a Corte continuará a avaliar as acusações de corrupção passiva e organização criminosa apresentadas pela PGR.
Foto: Câmara dos Deputados