Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o feminicídio segue em alta no país. Desde 2015, quando o crime passou a ser tipificado, 13.703 mulheres foram assassinadas no Brasil apenas por sua condição de ser mulher. Somente em 2025, foram registrados 1.568 casos, número 4,7% maior que o do ano anterior.
Em entrevista ao Jornal do Dia, publicada no último sábado (7), o secretário de Governo do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura, afirmou que os números revelam a gravidade da situação e cobrou medidas mais duras contra os autores desse tipo de crime.
Segundo ele, a violência contra mulheres tem ocorrido, muitas vezes, dentro do próprio lar. “É um dado estarrecedor. O lugar onde a mulher deveria se sentir mais segura acaba sendo o cenário da violência”, declarou.
Moura também destacou que parte das vítimas possuía medidas protetivas, o que, na avaliação dele, evidencia falhas no sistema de proteção. Para o pré-candidato, o país precisa discutir mudanças mais rígidas na legislação.
“Não podemos aceitar que o Estado chegue apenas depois da tragédia. Famílias são destruídas, crianças ficam órfãs e o medo passa a fazer parte da rotina de milhares de mulheres”, afirmou.
Ele defendeu ainda a criação da prisão perpétua para condenados por feminicídio. Segundo Moura, a punição precisa ser proporcional à gravidade do crime e servir como forma de combater a impunidade.
“O Brasil precisa enfrentar esse debate. Quem tira a vida de uma mulher não pode voltar a conviver normalmente em sociedade”, concluiu.
Foto: Câmara dos Deputados