Apesar de não haver casos confirmados no momento, os serviços de saúde seguem em alerta para possíveis registros de Mpox após o Carnaval, período marcado por grande circulação e contato interpessoal. Em entrevista, a médica infectologista Mariela Cometki explicou que a transmissão da doença ocorre por contato direto com lesões ativas na pele.
Segundo ela, a Mpox é transmitida de pessoa para pessoa, principalmente pelo contato com feridas que ainda apresentam secreção. “A transmissão se dá pelo contato direto com lesões ativas. Quando as lesões já estão secas, não há mais risco de transmissão”, afirmou. A especialista destacou ainda que, embora a origem do vírus esteja relacionada a animais, atualmente não é necessário contato com macacos para contrair a doença, já que a disseminação ocorre entre humanos.
Os sintomas incluem febre, dor no corpo e lesões cutâneas que podem causar dor ou coceira. O tratamento é sintomático, voltado para o alívio dos sinais clínicos, podendo, em alguns casos, ser utilizado antiviral semelhante ao indicado para catapora. “É um tratamento de suporte, voltado para controlar febre, dor e desconforto”, explicou.
A médica orienta que qualquer pessoa que tenha viajado, participado de festas ou tido contato com pessoas de outras regiões e apresente sintomas suspeitos procure uma unidade de saúde para avaliação. Ela reforça que não se deve subestimar lesões na pele ou quadros febris após grandes eventos.
Covid-19: mais de mil casos reacendem alerta
O Brasil voltou a ultrapassar a marca de mil casos recentes de Covid-19, o que reacende a necessidade de vigilância. Mariela Cometki destacou que, atualmente, a doença é considerada endêmica, permanecendo em circulação como outros vírus respiratórios.
“A Covid hoje é uma doença que está presente, mas controlada graças à vacinação”, afirmou. A infectologista alertou que pessoas com comorbidades, como obesidade descompensada, câncer ou baixa imunidade, ainda podem desenvolver formas mais graves.
Ela explicou que há um calendário nacional de vacinação que prevê reforço anual para grupos prioritários. “Pacientes com comorbidades devem manter a vacinação atualizada. Para os demais, não há recomendação obrigatória de dose anual”, concluiu.
Foto: Arquivo Pessoal